Esta página explica, em linguagem simples, como funciona a cimentação das lentes, baseada no protocolo usado diariamente pelo Prof. Dr. Marcelo Borille em seus casos clínicos e cursos para dentistas.
Lentes de contato dental em porcelana
Reabilitação estética e funcional
Implantes dentários e prótese
Ensino de protocolos de preparo e cimentação para outros dentistas
A aula de cimentação que deu origem a esta página é a mesma usada em cursos para profissionais, adaptada aqui para que o paciente entenda o processo de forma clara.
As lentes são conferidas uma a uma em modelo de gesso
O dentista “conhece as peças”, ganha intimidade com o caso e fotografa o conjunto
Ajustes finos podem ser previstos ou programados antes do dia da cimentação Cimentação
Isso reduz imprevistos no consultório e torna o dia da colagem mais controlado.
Cada lente é encaixada individualmente sobre o dente
Depois, o conjunto é testado com todas as peças juntas
O objetivo é checar adaptação, encaixe e alinhamento antes de qualquer cimento Cimentação
As lentes podem ser testadas com água ou material específico de prova (try-in)
É simulada a cor final que o cimento vai proporcionar
Em geral, é usada uma tonalidade mais translúcida, para manter naturalidade do sorriso Cimentação
Aqui o paciente se olha no espelho, conversa, sorri e participa da aprovação do resultado.
A superfície interna é tratada com produtos específicos para criar micro retenções na porcelana
Em seguida, são feitos passos de limpeza e aplicação de agentes químicos que vão permitir que a lente “abrace” o cimento
Um produto chamado silano é aplicado e deixado agir por um tempo determinado; ele faz a ponte entre porcelana e cimento
Um adesivo é espalhado por dentro das lentes para melhorar o escoamento do cimento na hora da colagem, sem ser fotopolimerizado nesse momento Cimentação
Depois disso, as peças ficam protegidas da luz até o momento da cimentação.
A região é isolada e higienizada
É feita uma condicionamento da superfície do dente, com produto próprio, por tempo controlado
A boca é bem enxaguada e seca, inclusive nas faces internas dos dentes (palatina/lingual), para evitar contaminação
Um adesivo é aplicado sobre os dentes e cuidadosamente distribuído, sem ser imediatamente fotopolimerizado Cimentação
Esse preparo cria uma superfície ideal para a união entre dente, cimento e porcelana.
Preenchimento da lente com cimento
O cimento fotopolimerizável é inserido dentro da lente em quantidade controlada. Cimentação
Posicionamento da lente no dente
A lente é assentada sobre o dente, com pressão delicada, para que o cimento extravase por todos os lados.
Remoção dos excessos
O excesso de cimento é removido com:pinceljato de arfio dental entre os dentes, para não deixar material endurecido nos contatos Cimentação
Primeira luz (cura inicial)
Uma luz especial é aplicada por alguns segundos apenas para estabilizar o cimento.
Limpeza final dos excessos
Com o cimento parcialmente endurecido, o dentista remove os últimos excessos.
Cura completa dente a dente
Cada dente recebe uma exposição de luz mais prolongada, garantindo a polimerização completa do cimento.
Excesso de material é retirado com bisturi e tiras serrilhadas entre os dentes
A interface entre lente e dente recebe atenção especial
A polimerização final é reforçada diretamente na região de contato, consolidando a união entre lente, cimento e dente Cimentação
Esse refinamento garante conforto, facilidade de higienização e estética limpa.
Normalmente é usada anestesia quando necessário
O paciente sente manipulação, pressão, mas não dor aguda
O tempo de cadeira é relativamente longo, porque o processo é minucioso
Depois da cimentação:
Pode haver uma sensação de estranhamento, porque o contorno e o volume dos dentes mudam
Uma leve sensibilidade inicial pode aparecer em alguns casos
O consultório orienta como higienizar e quando retornar para revisão, se necessário
Escovar bem e usar fio dental regularmente
Comparecer às consultas de manutenção
Evitar usar os dentes para abrir embalagens ou morder objetos duros
Seguir orientação quanto ao uso de placa de proteção, quando indicado
Alguma lente “diferente” ao morder
Desconforto persistente ou sensibilidade anormal
Pequena lasca, fratura ou alteração na linha da gengiva
Quanto mais cedo o problema é observado, mais simples tende a ser a solução e o tratamento.