Prótese Dentária em Porto Alegre

Quebrei um dente da frente: o que fazer agora

Guarde o fragmento em leite. Entenda quando é urgência, os seis caminhos possíveis e o que define cada um. Sorridere, Porto Alegre.

Revisão técnicaDr. Marcelo Barboza Borille, CRO-RS 14520
Última revisãosetembro de 2026
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NOVO

As primeiras horas, os caminhos possíveis e o que define cada um

Um dente da frente fraturado deve ser avaliado o quanto antes, mesmo sem dor. Guarde o fragmento, se houver, em leite ou soro fisiológico, porque em parte dos casos ele pode ser colado de volta. Se o dente inteiro saiu do lugar ou foi deslocado, o atendimento é urgente e o tempo influencia diretamente o resultado. Fraturas pequenas em esmalte costumam se resolver com restauração; fraturas maiores ou com exposição da polpa exigem avaliação da vitalidade do dente antes de qualquer decisão estética.


(51) 3346-3277 · Rua 24 de Outubro, 1440, Auxiliadora Atendimento de segunda a sexta, das 9h às 19h.


Se o dente saiu inteiro ou foi deslocado, isso é urgência

Vale começar por aqui, porque é a situação em que a demora custa mais caro.

Se o dente foi arrancado por completo, o tempo fora da boca é o fator que mais influencia o resultado. Segure o dente pela coroa, que é a parte que aparece ao sorrir, e não toque nem esfregue a raiz. Se houver sujeira visível, enxágue suavemente, sem escovar. Mantenha-o úmido: em leite, em soro fisiológico ou na própria saliva. Procure atendimento imediatamente.

Se o dente está no lugar mas amoleceu, entortou ou afundou, também é urgência. Não force para reposicionar. Evite morder daquele lado e procure atendimento.

Se além do dente houve trauma na cabeça, desmaio, vômito ou confusão, o atendimento médico vem primeiro. O dente espera; uma lesão de cabeça não.

Nas demais situações, que são a maioria, não é emergência, mas também não é para deixar para depois. Os motivos estão na seção seguinte.


Por que avaliar rápido, mesmo sem dor

Ausência de dor não significa ausência de problema, e em fratura de dente anterior isso engana com frequência.

A polpa pode ter sido atingida sem doer ainda. O nervo do dente responde ao trauma ao longo de dias ou semanas. Um dente que não dói hoje pode escurecer ou inflamar depois, e a chance de preservar a vitalidade é maior quanto antes ele for avaliado e protegido.

A borda fraturada é cortante e continua lascando. Cada mordida em cima de uma fratura irregular pode aumentá-la, e uma fratura que era restaurável pode deixar de ser.

O dente oposto se aproveita do espaço. Em semanas, o antagonista começa a se movimentar, e isso muda o espaço disponível para a reconstrução.

Se houver fragmento, ele tem prazo. A colagem do próprio fragmento é uma das soluções mais conservadoras que existem, e ela depende de o pedaço estar guardado adequadamente e de ser levado à consulta.


Os caminhos possíveis, do mais conservador ao mais invasivo

A regra que orienta a decisão é sempre a mesma: resolver com o mínimo de estrutura removida que resolva de verdade. É o mesmo critério descrito em quando não intervir.

1. Colagem do próprio fragmento. Quando o pedaço foi preservado e se encaixa, ele pode ser colado de volta. É a solução mais conservadora possível, porque devolve o próprio esmalte do dente, com cor e translucidez que nenhum material reproduz perfeitamente. Depende do estado do fragmento e da linha de fratura.

2. Restauração em resina composta. Resolve a maioria das fraturas pequenas e médias, em uma consulta, sem desgastar o que sobrou. É a primeira escolha em fratura limitada ao esmalte ou com pouca dentina envolvida. Está descrita em restauração dentária.

3. Faceta ou lente de contato dental. Entra quando a fratura é maior, quando há desgaste ou alteração de cor associada, ou quando o dente fraturado é parte de uma demanda estética mais ampla. Cobre a face externa e preserva mais estrutura que uma coroa. Está em faceta de porcelana e lentes de contato dental.

4. Coroa. Indicada quando a perda de estrutura é grande e o que restou não sustenta uma restauração ou uma faceta. A coroa envolve o dente inteiro, o que exige mais desgaste, e é o que oferece proteção quando o remanescente está fragilizado. Está em coroa de porcelana.

5. Tratamento de canal, quando a polpa foi comprometida. Não é um caminho alternativo aos outros, é uma etapa que pode ser necessária antes deles. Está em tratamento de canal.

6. Extração e reposição. É o último caminho, e existe quando a fratura se estende abaixo da gengiva e do osso, deixando pouco dente para reter qualquer peça. A reposição pode ser por implante, ponte fixa ou solução removível, e o tempo de espera está em o tempo de espera depois da extração.


O que define qual caminho é o seu

Cinco perguntas que a avaliação responde, e nenhuma delas se responde por foto:

Quanto dente sobrou, e onde termina a fratura. Fratura acima da gengiva e fratura que se estende abaixo dela são situações completamente diferentes. A segunda pode exigir procedimento para expor a margem antes de qualquer reconstrução, e às vezes inviabiliza a manutenção do dente.

A polpa foi atingida. Exposição de polpa muda o plano e o prazo. É o que o exame clínico e a radiografia respondem.

O dente está vivo. O teste de vitalidade e o acompanhamento nas semanas seguintes definem isso, e a resposta pode mudar com o tempo depois de um trauma.

Houve trauma na raiz ou no osso. Fratura de raiz e lesão do osso ao redor só aparecem na radiografia, e mudam o prognóstico de forma decisiva.

Como é a sua mordida naquele dente. Um dente anterior que recebe carga forte em protrusão, ou em quem tem bruxismo, impõe exigência diferente ao material e ao desenho da reconstrução. Ignorar isso é a causa mais comum de refazer o trabalho.


O que não fazer

  • Não cole com adesivo doméstico. Cola instantânea é tóxica para os tecidos e contamina a superfície de forma que pode inviabilizar a colagem adequada depois.
  • Não descarte o fragmento antes de mostrá-lo. Mesmo pedaços que parecem inúteis podem servir de referência de forma e tamanho.
  • Não deixe o fragmento secar. Leite ou soro fisiológico. Evite deixá-lo em água comum ou guardanapo seco.
  • Não lixe nem desgaste a borda cortante por conta própria.
  • Não espere doer para procurar atendimento. A ausência de dor nas primeiras horas é comum e não indica que o dente está bem.
  • Não aceite um plano estético definitivo antes da avaliação da vitalidade do dente. Reconstruir a estética sobre um dente que vai precisar de canal significa refazer o trabalho.

E se foi só uma lasca pequena?

É a situação mais comum e a que mais se posterga.

Uma lasca limitada ao esmalte costuma se resolver com polimento ou com uma restauração pequena, em uma consulta. Vale fazer, por três motivos: a borda irregular continua lascando, ela desgasta o dente oposto, e a lasca não regenera.

Há um caso em que vale conversar antes de intervir: quando a lasca é mínima, não incomoda, não é cortante e o desgaste é simétrico ao do dente vizinho. Nem toda irregularidade precisa de tratamento, e o critério para isso está em quando não intervir.


Fale com a clínica

Se o dente saiu do lugar ou foi arrancado, procure atendimento imediatamente, aqui ou no serviço mais próximo de você. Nas demais situações, a avaliação inclui exame clínico, teste de vitalidade e radiografia, e termina com os caminhos que se aplicam ao seu caso, do mais conservador ao mais invasivo, com o que cada um exige.

O atendimento é na Sorridere, clínica odontológica em Porto Alegre, na Rua 24 de Outubro, 1440, bairro Auxiliadora, de segunda a sexta, das 9h às 19h.

Telefone e WhatsApp: (51) 3346-3277


Perguntas frequentes

Quebrei o dente da frente e não está doendo. Preciso ir ao dentista?

Sim, e de preferência nos primeiros dias. A polpa responde ao trauma ao longo de semanas, e um dente que não dói agora pode escurecer ou inflamar depois. Além disso, a borda fraturada continua lascando a cada mordida, e o dente oposto começa a se movimentar em direção ao espaço. A avaliação precoce amplia as opções de tratamento em vez de reduzi-las.

Guardei o pedaço. Dá para colar de volta?

Em parte dos casos, sim, e é a solução mais conservadora que existe, porque devolve o próprio esmalte com a cor e a translucidez originais. Depende do estado do fragmento, de como ele foi guardado e da linha de fratura. Leve o pedaço à consulta mesmo que ele pareça danificado: no mínimo ele serve de referência de forma. Guarde em leite ou soro fisiológico, nunca seco.

O dente inteiro caiu. O que faço?

Isso é urgência e o tempo fora da boca influencia diretamente o resultado. Segure o dente pela coroa, nunca pela raiz, e não esfregue. Se houver sujeira visível, enxágue suavemente, sem escovar. Mantenha úmido em leite, soro fisiológico ou saliva, e procure atendimento imediatamente, aqui ou no serviço mais próximo. Quanto menor o intervalo, melhor o prognóstico.

Vou precisar de canal?

Depende de a polpa ter sido atingida e de como o dente responde ao trauma. Nem toda fratura exige canal, e a resposta pode mudar ao longo das semanas seguintes, o que é o motivo do acompanhamento. Por isso não se recomenda fechar um plano estético definitivo antes de avaliar a vitalidade: reconstruir sobre um dente que vai precisar de canal significa refazer o trabalho.

Resina ou porcelana: qual devo escolher?

Depende do tamanho da fratura, da carga que o dente recebe e da demanda estética. Fraturas pequenas e médias se resolvem bem em resina, numa consulta e sem desgastar o remanescente. Fraturas maiores, casos com alteração de cor associada ou demandas estéticas mais amplas costumam ir para faceta ou lente. A escolha se faz com o dente na frente, não por foto.

Meu dente escureceu depois que quebrei. É normal?

É um sinal conhecido e significa que a polpa sofreu com o trauma. Precisa de avaliação, porque a conduta muda conforme o dente esteja vivo ou não. Quando o escurecimento vem depois de um canal, existe uma técnica específica de clareamento por dentro do dente, descrita em clareamento interno, que costuma resolver sem precisar cobrir o dente com cerâmica.

Meu filho quebrou o dente da frente. Muda alguma coisa?

Muda, e vale procurar atendimento com prioridade. Em dentes ainda em formação, a raiz pode não estar completa, e há condutas específicas para preservar a vitalidade e permitir que a formação continue. Também muda o planejamento de longo prazo, porque soluções definitivas em pacientes em crescimento seguem critérios próprios. A Sorridere não atende crianças; nesse caso, procure um serviço de odontopediatria.


Referência clínica para trauma dental

  1. Fouad AF et al. International Association of Dental Traumatology guidelines for the management of traumatic dental injuries: avulsion of permanent teeth. Dental Traumatology. 2020. PubMed

As informações desta página têm caráter educativo e não substituem consulta presencial, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência. Em caso de trauma com deslocamento ou perda do dente, procure atendimento imediato. Resultados variam conforme cada caso.

Conteúdo revisado por Dra. Marina Amarante Borille, CRO-RS 24.336, especialista em Prótese Dentária pela Faculdade de Odontologia de Bauru da USP, e por Dr. Marcelo Barboza Borille, CRO-RS 14520, responsável técnico da Clínica Sorridere, CRO-RS EPAO 2231. Última revisão: setembro de 2026.


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A avaliação define o que o seu caso pede, com exame clínico e imagem quando indicado. Sem isso, qualquer plano é palpite.

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